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Esta página contém informações complementares sobre as
famílias de Joaquim Cavalcanti Leal de Barros e
Henry British Lins de Barros e foi preparada especialmente como uma
contribuição para o site
Família Saldanha de Nelson Geromel.
As anotações em vermelho indicam discrepâncias/adições de
datas ou grafias em relação aos dados do site. Minha principal fonte de dados é
o diário de vovô Leal. Este e outros papéis antigos de família estão na posse de
meu irmão Henrique. Creio que as datas de nascimento corretas, baseadas que são
na fonte primária, são as que indico abaixo. Característicamente, todas as
diferenças são no sentido de envelhecer um pouco a família!
Na medida da disponibilidade de tempo, procurarei mais
informações com os primos daqui do Rio, especialmente o pessoal de tia Thereza
que tem excelente memória.
Mauro Lins de Barros
Rio de Janeiro, 20/1/2003
Joaquim Cavalcanti Leal de Barros
1852-1925
Nasceu em Passo de Camagibe, Alagoas, em 16/11/1852. Em data
não registrada, mudou-se para Recife onde se formou Bacharel em Ciências
Jurídicas e Sociais em 15/11/1884. Foi lente no Instituto Benjamin Constant,
lecionando Geometria Geral, Cálculo, Mecânica e Astronomia. Em 1897, escreveu
uma "Álgebra Superior" que, apesar de avançada para a época, permaneceu sem
publicação até 2001 (editado pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins -
MAST/MCT).
O inventário de sua vasta biblioteca indica uma grande
curiosidade intelectual. Foi um dos fundadores da revista "Evolução" em 1908.
Logo no primeiro número, a revista tem um artigo seu entitulado "Pelos Direitos
da Mulher". A música ocupava um lugar especial em seus interesses. Tocava
violoncelo e formava uma pequena orquestra de camara doméstica com os filhos
Archimedes/João Alberto (violinos), Helena (viola) e, ocasionalmente, uma das
outras filhas ao piano. Segundo João Alberto, "A nossa orquestra caseira
devia ser horrível para os outros, pois não me lembro de ninguém, da família ou
estranho, que a quisesse ouvir; para nós, porém, executantes, a coisa era bem
divertida."
Casou-se duas vezes e teve 19 filhos
(13 homens e 6 mulheres), dos quais 15 chegaram à idade adulta. Faleceu em
Recife, após longa enfermidade, em 9/6/1925.
1º casamento - c/ Domitilla
Telles Bandeira de Mello em 18/6/1881. Domitilla faleceu em 1890, deixando 5
filhos:
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Joaquim Alerano Bandeira de Barros, 21/5/1882-?.
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Apollônio de Pergas Bandeira de Barros,
12/6/1883-4/4/1922.
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Archimedes de Siracusa Leal de Barros, 2/8/1884-?.
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Maria do Carmo Bandeira de Barros, 28/9/1885-1938.
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Vicentina Calciolária Bandeira de Barros,
19/6/1888-1961.
2º casamento - c/ Maria Carmelita Lins da Silva e em 4/11/1891. Na
ocasião, Ma. Carmelita (1876-1940), invariavelmente conhecida como vovó Yayá,
tinha 15 anos de idade. Desta união nasceram 14 filhos. Creio haver algumas
anomalias dentre os sobrenomes dos primeiros filhos do segundo matrimônio (Lins
Leal de Barros, por exemplo):
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Helena, 1892-?. Conta que, em alguma data, uma
enchente destruiu os registros os cartório da região. Isso teria sido a
oportunidade para tia Helena cortar (não riscar ou apagar) um segundo
nome dos diários da família. Meu pai negava que o nome completo fosse Helena de
Tróia, o que seria engraçadíssimo e coerente (vide Apolônio, Archimedes, Vicente
Neóteros e a própria Helena). Vou checar com Mário Luiz.
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Vicente, 1894-1894. Morreu com menos de um mês de
idade.
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Maria da Conceição, 04/06/1895-21/08/1979.
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João Alberto Lins de Barros, 1897-1955.
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Augusto Altino, 1899-?.
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Maria Thereza, 1900-?.
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Luiz de Gonzaga, 1903-?.
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Maria Julita, 1905-1905. Como o primeiro
Vicente, viveu menos de um mês.
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Vicente Neóteros, 1906-?. O segundo Vicente (Neoteros
= "o mais jovem"), comprovando o gosto pela cultura helênica.
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Maria Julita, 1911-1911. Viveu poucos meses.
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Eudoro Haeckel, 1913-?. O nome é uma homenagem
ao biólogo evolucionista Ernest Haeckel (1834-1919). Após a Primeira Guerra
Mundial, vovô Leal arrependeu-se da homenagem e, sobre o registro do nascimento
de Eudoro em seu diário, escreveu a lápis, Eudoro Spenser Lins de Barros. O novo
nome também homenageia a teoria da evolução, mas desta vez, na pessoa do inglês
Herbert Spenser (1820-1903). Naturalmente, o nome oficial permaneceu sendo o
primeiro, aquele do registro civil.
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Nelson Joffre, 1915-1915. Viveu menos de dois meses.
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Henry British Lins de Barros, 8/6/1917-28/11/2000.
O nome homenageia a resistência aos alemães na Primeira Grande Guerra. Ao nascer
homem, escapou de ser batizado Bélgica Heróica!
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Nelson Alberto Lins de Barros, 1920-1966.
Henry British Lins de Barros
1917-2000
 Henry British Lins de Barros, por volta de 1940
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Como oficial de Marinha, Henry British participou da defesa
do litoral durante a Segunda Guerra Mundial, embarcado no encouraçado Minas
Gerais e na corveta Matias de Albuquerque. Após a guerra, dedicou-se à eletrônica
e atingiu o posto de Vice-Almirante.
Paralelamente e posteriormente à carreira militar, teve
atuação destacada desenvolvimento da Física, das telecomunicações e da
regulamentação da propriedade industrial no país. Juntamente com os irmãos João
Alberto, Nélson, além de outros, participou da criação do Centro Brasileiro de
Pesquisas Físicas do qual foi Presidente. Também trabalhou na Telecom -
Associação Brasileira de Fabricantes de Telecomunicações e no INPI - Instituto
Nacional da Propriedade Industrial, chegando a presidir ambas as instituições.
Casado com Eurydice Gomes de Paiva Lins de Barros (23/11/1923-15/5/1999),
teve 3 filhos:
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Mauro Gomes de Paiva Lins de Barros, 26/2/1942, engenheiro de aeronáutica.
Casado com Helena Soledade Floresta de Miranda >>> Patricia Lins de Barros
(11/10/1969) e Nadia Lins de Barros (23/11/1970). Separado e novamente casado
com Lucy Bona dos Santos (sem filhos). Patricia tem um filho, Leonardo Lins de
Barros Henriques (17/7/1995).
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Henrique Gomes de Paiva Lins de Barros, físico, casado com Myriam Moraes
Lins de Barros >>> Daniel (29/6/1972), Mônica (10/7/1975) e Flávia (24/7/1981).
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Flávio Gomes de Paiva Lins de Barros, 1/8/1951, desenhista industrial,
solteiro.
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